Nossa Metodologia
A Revista Pet avalia cada ração com dois índices proprietários e uma nota técnica publicada numa escala ancorada (não um percentual bruto de 0 a 100 — veja "A Nota Final" abaixo). O IDNM mede a densidade nutricional em até 100 pontos, somando proteína, gordura, carboidratos, cinzas, densidade calórica e fibra em matéria seca contra as diretrizes da AAFCO e FEDIAF, ajustadas ao perfil do pet (espécie, fase de vida, castração, porte, ambiente). O IPFIparte de 60 pontos e audita a pureza dos ingredientes. A nota final é a média ponderada (IDNM × 0,55) + (IPFI × 0,45) — calculada por algoritmo, sem interferência das marcas.
IDNM
Índice de Densidade Nutricional
Analisa os níveis de proteína, gordura e carboidratos em base seca, excluindo a umidade para uma comparação justa entre marcas.
IPFI
Índice de Pureza de Ingredientes
Audita a lista de ingredientes em busca de conservantes artificiais, corantes e a qualidade das fontes proteicas utilizadas.
Compromisso com a Transparência
Nossos critérios são públicos e baseados em ciência. Não aceitamos pagamentos de marcas para alterar posições no ranking ou omitir dados negativos. Nosso único compromisso é com a saúde do seu pet.
Como funciona o IDNM
O Índice de Densidade Nutricional (IDNM) mede o equilíbrio de seis critérios em Matéria Seca (MS), removendo a água do cálculo para comparar rações secas e úmidas de forma justa. Cada critério pontua por interpolação contra a faixa-alvo do perfil do pet (espécie, fase de vida, castração, porte e ambiente definem faixas diferentes — ex.: um filhote de raça grande tem teto de cálcio e densidade calórica distintos de um adulto castrado). Os seis budgets somam 100 pontos.
Quando a marca não declara kcal/kg no rótulo, a ração recebe meio-crédito (5 dos 10 pontos) nesse critério — a opacidade não é ignorada, mas também não é punida duas vezes: o custo pleno da omissão é cobrado no Custo-Benefício (ver "Completude do rótulo" abaixo).
Como funciona o IPFI
O Índice de Pureza de Ingredientes (IPFI) avalia a segurança e a qualidade do que vai no pote. Diferente do IDNM, o IPFI parte de uma base de 60 pontos e oscila conforme penalidades e bônus, apurados separadamente — um item da lista de ingredientes só pode contar como penalidade OU como bônus, nunca os dois.
Gatos sem taurina declarada têm o IPFI travado em no máximo 50 pontos — taurina é essencial para felinos e sua ausência no rótulo é tratada como sinal de alerta, não como detalhe. Além dos bônus fixos acima, o perfil do pet libera um bônus contextual de até +9 pontos (3 pts por item, 3 itens no máximo) para ingredientes funcionais alinhados à fase — ex.: L-carnitina para castrados, glucosamina para sênior. Ingredientes que já pontuam como bônus fixo (taurina, EPA/DHA, glicosamina, carne fresca) não pontuam de novo aqui — evita contar o mesmo ingrediente duas vezes.
O peso desse critério é intencionalmente simbólico — é autodeclarado pela marca e correlaciona mais com tamanho de empresa do que com qualidade da fórmula. O bônus de feeding trial só pontua quando a marca declara uma fonte para o teste; a nota do nível (ouro, prata ou bronze) reflete o que a marca declara.
Completude do rótulo (Custo-Benefício)
A nota de Custo-Benefício (Nota Técnica × 0,60 + eficiência calórica por real × 0,40) depende de dois dados no rótulo para calcular a eficiência: kcal/kg e peso do pacote. Quando um deles falta e a eficiência não pode ser calculada, a omissão passa a custar pontos em vez de receber uma nota neutra — a partir de uma base de 100, descontamos por dado ausente:
Tetos por perfil (caps)
Além da pontuação por faixa, cinco violações críticas travam a nota final num teto — mesmo que a fórmula pontue bem nos demais critérios, ela não figura entre as melhores para aquele perfil específico.
A Nota Final
A nota que você vê no ranking é o resultado de uma média ponderada entre o valor nutricional bruto e a pureza de seus ingredientes.
A nota crua é então reancorada numa escala pública através de duas âncoras fixas: no perfil de referência (adulto, castrado, porte médio, ambiente misto), a pior ração comercial que ainda atende ao mínimo AAFCO mapeia para ~52; a melhor formulação do mercado mapeia para ~93. As âncoras são absolutas — adicionar ou remover uma ração do catálogo não altera a nota das demais.
Importante — a escala não é uniforme de 0 a 100 para todas as rações. Perfis de filhote e sênior têm exigências nutricionais mais estritas (proteína mínima mais alta, densidade calórica e minerais em faixas mais apertadas) e podem gerar notas fora da faixa 52–93: no catálogo atual, a nota mais baixa observada é ~40 (filhote) e a mais alta ~93 (filhote de porte grande em fórmula bem ajustada). Uma ração bloqueada por não atingir o mínimo regulatório de proteína (AAFCO) sempre exibe nota 0, independentemente do resto da fórmula.
Metodologia e Independência
Nossa metodologia usa a lista de ingredientes como um proxy (indicador indireto) da qualidade. Sabemos que isso difere de abordagens como a da WSAVA, que foca na infraestrutura do fabricante. Como marcas brasileiras raramente publicam dados de controle interno, nosso método é o mais transparente e prático disponível para o consumidor hoje.
Independência Comercial: Nenhuma marca paga para estar no topo. Monetizamos o site através de links de afiliados, mas a nota técnica é calculada muito antes de qualquer critério comercial entrar em jogo.
Perguntas frequentes sobre a metodologia
Como é calculada a nota técnica de uma ração?
A nota técnica é a média ponderada entre o IDNM e o IPFI, pela fórmula (IDNM × 0,55) + (IPFI × 0,45). O IDNM soma seis critérios em matéria seca — proteína, gordura, carboidratos, cinzas, densidade calórica e fibra — até 100 pontos; o IPFI parte de 60 e audita a pureza dos ingredientes. O resultado bruto é reancorado numa escala pública (veja "A Nota Final" abaixo). O cálculo é 100% algorítmico.
A metodologia serve para rações de gatos e de cães?
Sim. Os índices IDNM e IPFI são aplicados às duas espécies, com alvos nutricionais distintos por espécie, fase de vida, castração, porte e ambiente. Gatos exigem mínimo de 26% de proteína em matéria seca e cães 18%, conforme a AAFCO. Os bônus de teste de alimentação (feeding trials) e taurina também são ajustados por espécie — e o bônus de feeding trial só pontua quando a marca declara uma fonte para o teste.
Por que converter os nutrientes para matéria seca?
A matéria seca remove a água do cálculo. Sem essa conversão, uma ração úmida (75% de umidade) pareceria ter muito menos proteína do que uma seca, mesmo quando a densidade real é igual. A base seca permite comparar rações de umidades diferentes de forma justa.
A nota vai de 0 a 100 igual pra todas as rações?
Não uniformemente. A escala é ancorada: no perfil de referência (adulto, castrado, porte médio, ambiente misto), a pior ração comercial que ainda atende ao mínimo AAFCO fica perto de 52 e a melhor do mercado perto de 93. Perfis de filhote e sênior têm exigências mais estritas e podem extrapolar essa faixa — a distribuição real observada no catálogo vai de aproximadamente 40 a 93. Uma nota abaixo de 52 no perfil de referência não é comum; quando aparece, é sinal de um problema real.